
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou nesta quarta-feira (29) sua primeira nota oficial sobre a megaoperação policial realizada no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortos, incluindo quatro policiais. Apesar da gravidade do episódio, o presidente não se solidarizou nem mencionou os agentes que perderam a vida, concentrando seu posicionamento apenas na defesa do Estado e no combate ao crime organizado.
No comunicado, Lula enfatizou a necessidade de uma ação coordenada entre as forças de segurança e o governo federal, e reiterou que o crime organizado deve ser combatido de forma firme. Entretanto, o silêncio sobre os policiais mortos gerou críticas de entidades de segurança e parlamentares, que consideraram o gesto insuficiente diante do sacrifício de agentes que atuam diretamente na linha de frente.
O presidente também destacou a importância da PEC da Segurança Pública, que será encaminhada ao Congresso, como ferramenta para integrar as polícias estaduais e federais no enfrentamento às facções criminosas. No entanto, especialistas afirmam que a nota perde força política ao ignorar o reconhecimento às vidas sacrificadas pelos policiais, deixando a percepção de que o governo valoriza apenas o resultado da operação e não o preço pago por aqueles que garantem a segurança da população.
A nota de Lula conclui com o apelo para que “o crime organizado não continue destruindo famílias, oprimindo moradores e espalhando drogas e violência pelas cidades”, reafirmando o compromisso com o Estado e o Brasil. Mas a ausência de menção aos policiais mortos reforça o debate sobre a necessidade de reconhecimento institucional aos agentes que arriscam suas vidas diariamente.
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