Em mais um episódio de incoerência política, grupos de esquerda bloquearam parcialmente a Avenida Paulista, em frente ao MASP, na noite desta sexta-feira (31), para protestar contra a megaoperação policial no Rio de Janeiro que desarticulou facções criminosas nos complexos da Penha e do Alemão.

O ato, batizado de “Chamada geral contra a morte”, reuniu cerca de 120 entidades e movimentos ligados à esquerda, como o Movimento Negro Unificado, Unegro, Marcha das Mulheres Negras e a Frente Povo Sem Medo. Os manifestantes empunharam bandeiras vermelhas e faixas com ataques diretos ao governador do Rio, Cláudio Castro. Em uma delas, chamavam o gestor de “carniceiro”.

Apesar do discurso de “defesa da vida”, o protesto acabou atrapalhando o trânsito e dificultando a rotina de trabalhadores que passavam pela principal avenida de São Paulo. Enquanto os grupos gritavam palavras de ordem contra a polícia, pesquisas recentes mostram que a maioria da população aprova as ações de enfrentamento ao crime organizado.

Levantamento da Arrow Pesquisas indica que quase 70% dos fluminenses apoiam a operação no Rio de Janeiro. Outro estudo, da AtlasIntel, aponta aprovação de 60% entre os cariocas e 55% em todo o país, chegando a 87% entre moradores de comunidades.

Enquanto a esquerda tenta transformar criminosos em vítimas, os dados mostram que o povo quer segurança, e não discursos ideológicos. A operação no Rio foi uma resposta ao avanço das facções e contou com apoio popular. A manifestação na Paulista, por outro lado, serviu apenas para reforçar o distanciamento entre as bandeiras da esquerda e o sentimento real das ruas.

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