Na sessão da Câmara Municipal de Porto Alegre de quarta-feira (29), a vereadora Karen Santos (PSOL-RS) provocou repercussão ao classificar como “trabalhadores” os envolvidos no tráfico de entorpecentes, posicionando-se ainda pela legalização da droga como forma de combate ao crime organizado. 

Durante seu discurso, Santos fez uma analogia entre substâncias proibidas e mercadorias legalizadas, afirmando que:

“Droga é uma mercadoria como qualquer outra, assim como a gente tem o álcool que é legalizado, assim como a gente tem o cigarro que é legalizado, assim como a gente tem o açúcar, o café e outros medicamentos tarja preta.” 

A parlamentar afirmou que a atual proibição fomenta lucro bilionário no tráfico e cria trabalhadores “megaexplorados” ao longo das cadeias produtivas, que vão desde a plantação e transporte até a venda nas periferias. 

“É muito interessante para o capitalismo superexplorar essa cadeia produtiva das pessoas que plantam, das pessoas que embalam, das pessoas que fazem o translado até chegar no varejo, lá na ponta, na biqueira, que são trabalhadores megaexplorados, sem seus direitos garantidos.” 

Santos apontou ainda que a ausência de tributação e controle nessa cadeia facilita a lavagem de dinheiro, inclusive em centros financeiros como a Avenida Faria Lima, em São Paulo. 

Ao finalizar, a vereadora criticou a utilização política das operações de segurança pública por setores de direita, alegando que existe uma estigmatização do que ela chama de “o setor mais discriminado da sociedade”. 

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