Durante a conferência internacional sobre o clima, a COP30, que será realizada em Belém (PA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Rosângela “Janja” da Silva escolheram se hospedar em um iate de luxo, o Iana III. A embarcação, equipada com suítes amplas e estrutura de alto padrão, está ancorada próxima à região onde ocorrerão os principais eventos da cúpula ambiental.

A decisão gerou críticas e questionamentos sobre os gastos do governo em um momento em que o próprio evento prega sustentabilidade, responsabilidade social e austeridade. O Planalto afirmou que a escolha foi feita com base em critérios de “segurança, preço e conforto, e não luxo”. Ainda assim, a opção por um iate milionário foi vista por parte da opinião pública como um símbolo de desconexão entre o discurso e a prática.

O governo chegou a avaliar o uso de um navio da Marinha como hospedagem alternativa, mas a proposta foi descartada sob a justificativa de que o local não atenderia às necessidades da comitiva. A decisão reforçou o contraste entre a mensagem defendida pelo governo brasileiro nos debates climáticos e o padrão de hospedagem adotado para o presidente e a primeira-dama.

Em Belém, a chegada de autoridades e delegações estrangeiras fez disparar os preços dos hotéis e imóveis de temporada, o que também foi usado como argumento para a escolha da embarcação. Mesmo assim, a polêmica segue nas redes sociais, onde internautas e analistas criticam o que chamam de “ostentação com dinheiro público” em meio a uma conferência que deveria representar o oposto: simplicidade e compromisso ambiental.

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