Os Estados Unidos anunciaram que não enviarão autoridades de alto escalão para a COP30, que será realizada em novembro, em Belém (PA). A decisão foi confirmada por fontes da Casa Branca à agência AFP, que informaram que “nenhum representante de alto nível” participará da conferência climática organizada pela ONU.

A ausência inédita para uma reunião da magnitude da COP revela o alinhamento do governo Trump com uma agenda energética baseada em combustíveis fósseis e acordos bilaterais, rompendo com a diplomacia ambiental defendida por outros líderes mundiais.

Donald Trump, em discursos recentes, voltou a chamar as políticas de transição energética de “custosas e enganosas”, classificando a mudança climática como “a maior farsa da história”. A decisão, além de reforçar a descrença do republicano na pauta ambiental, expõe também o distanciamento entre os governos dos Estados Unidos e do Brasil, ao contrário do discurso de proximidade política e diplomática frequentemente defendido por setores da grande mídia.

O Brasil, que esperava contar com a presença de autoridades americanas como gesto de cooperação internacional, vê agora a COP30 se transformar em um palco de reposicionamento global. Sem Washington, o evento tende a ganhar protagonismo de países em desenvolvimento e blocos regionais comprometidos com metas ambientais conjuntas.

Mesmo com a ausência da Casa Branca, representantes de estados e cidades americanas devem comparecer a Belém, demonstrando que o engajamento climático nos EUA vai além do governo federal. Ainda assim, o gesto de Trump é interpretado por analistas como um recado direto à comunidade internacional: os Estados Unidos não pretendem seguir o roteiro ambiental traçado pela ONU e tampouco alinhar-se automaticamente ao Brasil nesse debate.

Deixe um comentário

Tendência