Um funcionário do Banco do Brasil foi preso em flagrante nesta terça-feira (4) suspeito de instalar um software malicioso nos computadores da agência onde trabalhava, localizada no bairro do Caju, Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo a investigação, o objetivo do esquema era captar dados sigilosos de clientes e também de gerentes para alimentar uma organização especializada em fraudes bancárias. 

A abordagem ocorreu no momento em que o servidor manipulava o programa clandestino dentro do sistema corporativo do banco. A Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Deleciber) da Polícia Federal coordenou a ação, com apoio da área de segurança do próprio Banco do Brasil, após troca de informações entre as equipes. 

De acordo com os investigadores, os dados coletados seriam repassados a criminosos responsáveis por golpes que envolvem transferências e movimentações indevidas em contas de correntistas. A Polícia Federal investiga se o suspeito recebia remuneração fixa ou uma comissão sobre os valores desviados. 

Autuado pelos crimes de invasão de dispositivo informático e fraude eletrônica, o servidor foi encaminhado ao sistema prisional estadual e permanece à disposição da Justiça. As apurações prosseguem para identificar os demais integrantes da organização e estimar o prejuízo financeiro causado pelas fraudes. 

Especialistas em segurança digital consultados pela Polícia Federal ressaltam que a participação de funcionários com acesso interno aumenta significativamente o risco e a eficácia de golpes contra instituições financeiras, pois permite a instalação de códigos maliciosos com menor chance de detecção. Investigações semelhantes costumam combinar perícia em TI, análise de logs e cooperação entre instituições bancárias e órgãos federais. 

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