
A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso cumpriu, nesta semana, mandados de busca e apreensão contra um engenheiro alvo de investigação por suspeita de corrupção ativa. A ação faz parte de apuração que busca quão profundo estaria o envolvimento do profissional em irregularidades com agentes públicos e obras contratadas pelo poder público.
De acordo com a corporação, a investigação teve início após apontamentos de pagamento indevido a servidores em troca de favorecimento em processos licitatórios na área de engenharia. Em função disso, foram expedidos mandados judiciais para domicílios, locais de trabalho e para bloqueio de bens, com o objetivo de garantir o acesso de materiais probatórios e impedir a dissipação de patrimônio.
Segundo fontes da instituição, o engenheiro, cuja identidade não foi divulgada para preservar o andamento das diligências, teria solicitado e recebido valores para atuar como intermediário entre empresas contratadas e o poder público. Os valores estariam vinculados à liberação de pagamentos e ao adiantamento de serviços cujas medições não estariam conformes.
Na operação, os investigadores apreenderam computadores, documentos físicos, pen drives e celulares que, conforme o detalhamento oficial, podem conter evidências de conversas, valores e contratos que embasam o pedido de instauração de ação penal. A Polícia Civil ressaltou que “o cumprimento dos mandados foi essencial para assegurar a integridade das provas e a efetividade da investigação”.
A investigação segue em sigilo de justiça e conta com a colaboração de órgãos de controle externo para análise dos dados coletados. Conforme apurado, o engenheiro poderá responder pela prática do crime de corrupção ativa, previsto no art. 333 do Código Penal Brasileiro, que trata da oferta ou promessa de vantagem indevida a agente público.
A corporação informou ainda que novas diligências poderão ocorrer nas próximas semanas, inclusive com a oitiva de outros envolvidos no esquema e eventual convocação de testemunhas. A prioridade, segundo a investigação, é garantir que todo o ciclo da atividade criminosa desde a cobrança até o recebimento da vantagem seja desvelado e encaminhado às instâncias judiciais competentes.
Em nota à imprensa, a Polícia Civil declarou que “nenhum elo do processo ficará sem apuração” e que a atuação se insere no compromisso institucional de investigar com vigor os casos que atentam contra os recursos públicos. O esforço visa não apenas punir, mas também prevenir o enfraquecimento da confiança da sociedade nas instituições.






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