O prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos), foi apontado pela Polícia Federal como líder de uma organização criminosa investigada por lavagem de dinheiro e contratos públicos fraudulentos. Segundo relatório obtido pela imprensa, o esquema teria sido montado desde o início do primeiro mandato de Manga, em janeiro de 2021.

A investigação indica que o grupo operava por meio de contratos de publicidade fictícios firmados entre a empresa da esposa do prefeito, a 2M Comunicação e Assessoria, de Sirlange Rodrigues Frate, e outras pessoas jurídicas ligadas a investigados. Também foram identificados contratos com a empresa Sim Park Estacionamento Eireli, de propriedade do empresário Marco Silva Mott, amigo de infância do prefeito. De acordo com a PF, esses contratos serviam para dar aparência de legitimidade ao dinheiro proveniente das atividades ilícitas.

O relatório ainda menciona irregularidades na contratação da organização social Instituto de Atenção à Saúde e Educação, antiga Aceni, responsável por gerir uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no bairro Éden e uma Unidade Pré-Hospitalar (UPH) na Zona Oeste de Sorocaba. Para os investigadores, há indícios de fraude no processo de licitação.

Outro ponto destacado é a compra de um imóvel no qual parte do valor, cerca de R$ 182,5 mil, teria sido pago em espécie. A operação, segundo a PF, reforça a suspeita de lavagem de dinheiro, já que o pagamento envolveu pessoas próximas ao prefeito com o objetivo de ocultar a origem dos recursos.

Rodrigo Manga foi afastado do cargo pelo Judiciário em 6 de novembro, por um período de 180 dias, como medida cautelar em meio às investigações. A decisão representa um desdobramento importante nas apurações sobre corrupção e desvio de recursos públicos na administração municipal.

A repercussão do caso em Sorocaba é intensa e levanta questionamentos sobre a transparência e a governança na gestão pública local. No campo político, o episódio pode abalar fortemente a imagem de Manga e do seu partido, além de gerar impactos nas futuras contratações e licitações municipais.

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