
A decisão do governo Lula de usar um jato da Força Aérea Brasileira (FAB) para trazer a ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia, ao Brasil custou R$ 345.013,56, um valor que sai diretamente do bolso dos brasileiros. A operação incluiu combustível, horas de voo, taxas, manutenção e diárias da tripulação.
Heredia foi condenada a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro, em um processo peruano que apurou recursos ilegais recebidos da construtora brasileira Odebrecht e do governo venezuelano de Hugo Chávez.
Segundo a acusação, esses fundos ilegais teriam sido usados nas campanhas presidenciais de seu marido, o ex-presidente Ollanta Humala, em 2006 e 2011.
A viagem ocorreu entre os dias 15 e 16 de abril, com um avião da FAB que partiu de Brasília, fez escala em Cuiabá e seguiu para Lima. Toda a operação foi autorizada pelo Palácio do Planalto, por meio do Ministério das Relações Exteriores.
A mobilização de uma aeronave militar para transportar alguém condenado por corrupção provocou forte reação. Críticos afirmam que é “mais um exemplo de tratamento VIP com dinheiro público”. Parlamentares dizem que isso representa um desrespeito às prioridades da população, especialmente em um momento em que muitos brasileiros enfrentam carência em serviços públicos.
Além disso, a FAB impôs sigilo por cinco anos sobre os gastos da missão, o que alimenta ainda mais os questionamentos sobre transparência. Já o Tribunal de Contas da União (TCU) iniciou investigação para apurar as despesas.
Enquanto isso, a defesa de Nadine Heredia, que nega as acusações, alega perseguição política. Seus advogados argumentam que a condenação teve base frágil e que ela é vítima de uma retaliação judicial.






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