A Polícia Federal e o Ministério Público Federal aprofundam investigações sobre fraudes contábeis na Unimed Cuiabá durante a gestão de 2019 a 2023. Segundo apuração, ex-dirigentes da cooperativa apresentaram documentos falsos e manipularam informações financeiras, ocultando um rombo de cerca de R$ 400 milhões no balanço patrimonial.

Seis ex-integrantes da alta administração são alvos da operação e respondem a acusações que incluem falsidade ideológica, estelionato e organização criminosa. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos, e bens dos investigados foram sequestrados para garantir ressarcimento futuro aos cooperados e credores.

Uma perícia contábil detalhada comprovou as fraudes, revelando divergências graves entre o balanço revisado e os relatórios anteriormente apresentados pela gestão anterior. O laudo pericial evidenciou que operações financeiras simuladas e registros fraudulentos foram usados para mascarar a real situação econômica da cooperativa, que agora precisa implementar medidas de recuperação e transparência.

Em assembleia geral extraordinária, os cooperados aprovaram o balanço revisado e um plano de ação com medidas para corrigir as irregularidades. A atual administração firmou um acordo de leniência com o Ministério Público Federal, comprometendo-se a colaborar integralmente com as investigações e a reforçar mecanismos de governança e controle interno.

O caso já é considerado um dos maiores escândalos da saúde suplementar em Mato Grosso. As investigações continuam, com o objetivo de definir a extensão do prejuízo, responsabilizar os envolvidos e recuperar os recursos desviados, garantindo segurança financeira e transparência para os cooperados.

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