
A celebração organizada por apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na manhã deste sábado (22/11), em frente à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, gerou críticas e levantou questionamentos sobre o tom adotado pelo grupo. Enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permanecia detido após decisão do ministro Alexandre de Moraes, integrantes da militância pró-Lula abriram garrafas de champanhe e festejaram a prisão preventiva como se fosse um evento comemorativo.
O ambiente de celebração acabou provocando um breve desentendimento quando um apoiador de Bolsonaro discutiu com pessoas que participavam do ato. A troca de provocações foi rapidamente contida e a situação se normalizou sem necessidade de intervenção policial, mas reforçou a tensão que marca o atual cenário político.
A prisão preventiva foi cumprida pela Polícia Federal nas primeiras horas da manhã. Bolsonaro foi levado para a sede da corporação no Distrito Federal por volta das 6h, após agentes cumprirem o mandado expedido por Moraes. A decisão tem caráter cautelar e não está diretamente ligada à condenação de 27 anos e 3 meses no caso da trama golpista, sendo justificada pela necessidade de garantir a ordem pública.
Desde 4 de agosto, Bolsonaro cumpria prisão domiciliar após descumprir medidas cautelares em outro processo. Com a nova decisão, permanece sob custódia da Polícia Federal enquanto o Supremo Tribunal Federal segue analisando o caso. A transformação do episódio em motivo de festa por parte de apoiadores governistas reacendeu críticas sobre a radicalização política e a falta de responsabilidade num momento sensível para o país.
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