
Uma operação coordenada pelo Gaeco, com apoio do Ministério Público de Mato Grosso, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e sistema socioeducativo, resultou na prisão de policiais militares que atuavam em Cuiabá e Várzea Grande. As equipes também cumpriram mandados em endereços ligados aos investigados em Goiânia, ampliando o alcance das ações.
As investigações apontam que os envolvidos participavam de um esquema sofisticado que reunia práticas de agiotagem, extorsão, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro. O caso ganhou força quando a Corregedoria da Polícia Militar identificou que um ex-militar apresentava patrimônio muito superior ao que poderia ser justificado por seus rendimentos oficiais, chamando a atenção para movimentações suspeitas.
A operação, batizada de Fides Fracta, cumpriu 28 mandados de busca e apreensão e 22 ordens de sequestro de bens. A Justiça determinou ainda o bloqueio de até R$ 1 milhão por investigado, garantindo que valores suspeitos não fossem ocultados durante o andamento das investigações.
O objetivo da ação é reunir provas, evitar o esvaziamento patrimonial dos investigados e assegurar responsabilização adequada pelos crimes apurados, que incluem organização criminosa, extorsão, usura e lavagem de dinheiro. Até o momento, não houve manifestação oficial das defesas dos detidos.
A operação reacende o debate sobre corrupção e enriquecimento ilícito dentro de corporações que deveriam zelar pela segurança pública. O caso segue em investigação.






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