O jovem que, aos 16 anos, invadiu duas escolas em Aracruz, no Espírito Santo, provocando a morte de quatro pessoas e ferindo outras doze, foi liberado nesta terça-feira (2). Ele cumpriu o período máximo de internação socioeducativa previsto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, que estabelece limite de três anos para esse tipo de medida.

Segundo o Ministério Público do Espírito Santo, a libertação seguiu exatamente o que determina a legislação, não havendo possibilidade de prorrogação da internação. A Vara da Infância e Juventude de Aracruz determinou que o agressor passe agora ao regime de liberdade assistida, com acompanhamento periódico, apoio psicológico e orientação para reintegração escolar ou profissional.

O ataque aconteceu em 25 de novembro de 2022, quando o então adolescente entrou armado na Escola Estadual Primo Bitti e, em seguida, no Centro Educacional Praia de Coqueiral, disparando contra alunos e professores. O caso chocou o país e reacendeu discussões sobre segurança nas escolas e sobre a legislação referente a crimes cometidos por menores.

A decisão de soltura gerou forte reação entre familiares das vítimas. Muitos relataram sentimento de indignação e afirmaram que a dor pela perda permanece viva. Para eles, a liberdade do autor do ataque representa um duro golpe e a sensação de que a punição não foi proporcional ao sofrimento causado.

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