Em entrevista concedida nesta terça-feira (9), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que os “dias do ditador venezuelano Nicolás Maduro estão contados”. A fala compõe a escalada de pressão dos EUA sobre o governo de Caracas, numa ofensiva que não descarta o uso de força militar. 

Questionado pela reportagem da revista Politico se via a possibilidade de uma intervenção terrestre, Trump evitou confirmar nem negar, afirmando apenas: “Não quero falar sobre isso”. 

Segundo a Casa Branca, o governo dos EUA não reconhece a legitimidade de Maduro, acusando o regime venezuelano de liderar o suposto cartel de narcotráfico “Cartel de los Soles”. A estratégia de pressão inclui forte mobilização militar na região e uma série de operações navais contra embarcações apontadas como envolvidas no tráfico. 

Desde setembro, a administração americana teria realizado dezenas de ataques a lanchas suspeitas de transportar drogas, resultado em mortes consideradas por críticos como “execuções extrajudiciais”. Washington afirma que age contra “narcotraficantes e terroristas” — no entanto, fontes de direitos humanos descrevem a ação como violação de normas internacionais. 

Apesar do clima de tensão e da retórica beligerante, o presidente Trump afirmou não acreditar que os EUA estejam à beira de uma guerra aberta com a Venezuela. “I doubt it. I don’t think so.” — disse, mas reiterou que Maduro “tem os dias contados”.

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