
A Polícia Federal (PF) prendeu preventivamente, na manhã desta sexta-feira (2), o ex-assessor presidencial Filipe Martins em sua residência em Ponta Grossa, cumprindo ordem expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Martins, que havia sido colocado em prisão domiciliar no fim de dezembro, foi levado ao presídio local após o magistrado considerar que ele descumpriu medidas cautelares impostas pela Corte.
No despacho judicial que determinou a prisão, Moraes afirma que o ex-auxiliar demonstrou “total desrespeito” às normas ao supostamente utilizar redes sociais proibidas durante o período de prisão domiciliar, violando expressamente as restrições impostas. A acusação se baseia em indícios de que Martins acessou a plataforma LinkedIn para consultar perfis de terceiros, o que, segundo a decisão, caracteriza descumprimento das cautelares.
Martins foi condenado em dezembro pela Primeira Turma do STF a 21 anos de prisão por sua participação na chamada “trama golpista” relacionada às tentativas de contestar o resultado das eleições de 2022. Ele integrava o chamado Núcleo 2 do processo, em que réus foram acusados de conspirar para manter o antigo presidente no poder após a derrota nas urnas.
Desde a decretação da prisão domiciliar no último dia 27, o ex-assessor estava sujeito a várias medidas cautelares, como entrega de passaporte, suspensão do porte de armas e proibição de uso de redes sociais. Moraes chegou a dar prazo de 24 horas para que a defesa apresentasse explicações sobre o uso de redes sociais, sob pena de prisão preventiva.
A defesa de Martins nega que ele tenha violado as restrições, sustentando que não houve acesso ou interação por parte do ex-assessor nas plataformas digitais e que eventuais contas são geridas exclusivamente pelos advogados para fins de preservação de provas. Até o momento, os defensores afirmam que não há comprovação material de descumprimento das medidas.
O caso se insere em um contexto mais amplo de ações judiciais e prisões envolvendo aliados e assessores do governo anterior, parte de uma série de desdobramentos judiciais ainda em curso no país desde os episódios de 2023 e 2024.






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