
A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) inaugurou, nesta quarta-feira (14), o primeiro banheiro sem gênero da instituição, localizado no 10º andar, bloco C, do Pavilhão Reitor João Lyra Filho, no campus Maracanã. A iniciativa, apresentada como um avanço em políticas de inclusão, já provoca debates e reações divergentes dentro e fora do meio acadêmico.
O projeto foi desenvolvido pela Superintendência de Equidade Étnico-Racial e de Gênero e tem como proposta atender pessoas de todas as identidades e expressões de gênero. Segundo a universidade, o espaço busca promover respeito e acolhimento. No entanto, a medida também levanta questionamentos sobre prioridades institucionais, uso de recursos públicos e os limites das políticas identitárias no ambiente universitário.
Durante a cerimônia de inauguração, a administração da UERJ reforçou seu compromisso com pautas de diversidade e direitos humanos. Críticos, porém, apontam que decisões como essa ocorrem em um contexto de desafios estruturais enfrentados pela universidade, como falta de investimentos, problemas de infraestrutura e demandas acadêmicas consideradas mais urgentes por parte da comunidade universitária.
O banheiro recebeu ainda uma intervenção artística assinada pela professora Grassine de Oliveira, responsável pela arte aplicada no ambiente, com elementos visuais que reforçam a proposta simbólica de diversidade e inclusão.
A inauguração do banheiro sem gênero insere a UERJ em um debate nacional cada vez mais polarizado sobre identidade de gênero, políticas públicas e o papel das universidades na adoção de pautas sociais. Enquanto apoiadores veem a iniciativa como um passo necessário rumo à inclusão, críticos avaliam a medida como ideológica e desconectada das prioridades educacionais.
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