
Ao comentar a origem do filme “O Agente Secreto”, o ator Wagner Moura ironizou o ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma entrevista concedida a um programa de televisão nos Estados Unidos. A declaração, feita em tom sarcástico, associou o surgimento da obra ao cenário político brasileiro dos últimos anos.
Segundo Moura, o longa dirigido por Kleber Mendonça Filho foi concebido a partir das inquietações vividas no país entre 2018 e 2022. Nesse contexto, o ator afirmou que chegou a “agradecer” Bolsonaro de forma irônica, deixando claro que a fala representava uma crítica ao período político, e não um elogio.
Durante a entrevista, Wagner Moura ressaltou que o ambiente de instabilidade institucional e o endurecimento do discurso político serviram como ponto de partida para a narrativa do filme. Para ele, momentos de tensão histórica acabam impulsionando produções artísticas que buscam refletir e questionar a realidade.
“O Agente Secreto” tem sido bem recebido no circuito internacional e vem sendo interpretado como uma obra de forte carga simbólica, dialogando com temas como autoritarismo, memória e democracia. As declarações do ator, no entanto, ampliaram a repercussão do filme ao reacender o debate sobre a influência da política na produção cultural brasileira.






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