
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembolsou cerca de R$ 7 bilhões com viagens oficiais ao longo dos três primeiros anos do atual mandato. Os dados constam em levantamentos feitos a partir do Portal da Transparência e foram divulgados por veículos da imprensa nacional.
Os valores englobam despesas com passagens aéreas, diárias, taxas administrativas, restituições e outros custos operacionais, relacionados a deslocamentos de ministros, servidores e representantes de órgãos federais. As viagens realizadas diretamente pelo presidente da República não estão incluídas nesse montante.
Somente em 2025, os gastos com viagens oficiais chegaram a aproximadamente R$ 2,35 bilhões, número ligeiramente inferior ao registrado em 2024, quando as despesas alcançaram R$ 2,37 bilhões, o maior valor anual do período analisado. Apesar da pequena redução, a média de gastos permanece elevada quando comparada a anos anteriores.
O levantamento aponta ainda que o total gasto no governo Lula já supera a soma das despesas com viagens entre 2017 e 2022, período marcado por restrições severas de deslocamento em razão da pandemia de Covid-19.
A maior parte dos recursos foi destinada a viagens nacionais, enquanto os deslocamentos internacionais representaram uma fatia menor do total. Entre os órgãos que mais concentraram despesas estão os ministérios da Justiça e Segurança Pública, Defesa e Educação.
Os números reacendem o debate sobre o tamanho da máquina pública, a necessidade de controle de gastos e a eficiência no uso dos recursos federais, especialmente em um cenário de cobranças por responsabilidade fiscal e equilíbrio das contas públicas.






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