
A Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) solicitou à Justiça a prisão preventiva do vereador Chico 2000 e de empresários investigados na Operação Gorjeta, que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares em Cuiabá. O pedido, no entanto, foi negado pelo Judiciário.
A investigação aponta indícios de crimes como peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, envolvendo o direcionamento de emendas para entidades e empresas que, segundo a polícia, teriam retornado parte dos valores de forma irregular. Estima-se que o prejuízo aos cofres públicos ultrapasse R$ 600 mil.
Durante a operação, foram cumpridos 75 mandados judiciais, incluindo buscas e apreensões, sequestro de bens, bloqueio de contas bancárias e afastamento de funções públicas. Entre os alvos estão empresários ligados ao Instituto Brasil Central e à empresa Chiroli Uniformes, apontados como beneficiários do esquema.
Apesar do pedido de prisão, o juiz responsável entendeu que não estavam presentes os requisitos legais para a medida extrema. Na decisão, o magistrado destacou que a prisão preventiva de parlamentar só é admitida em situações específicas, como flagrante de crime inafiançável, o que não ficou caracterizado no caso.
Como alternativa, a Justiça manteve medidas cautelares, entre elas o afastamento do vereador do cargo, a proibição de contato entre os investigados, retenção de passaportes e restrições financeiras, com o objetivo de evitar interferências nas investigações.
A defesa de Chico 2000 afirmou que o vereador nega qualquer irregularidade, disse que está colaborando com as autoridades e informou que deve recorrer das decisões que resultaram em seu afastamento. As investigações seguem em andamento.






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