O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que deve deixar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no mês de fevereiro, em meio a reflexões sobre seu futuro político e o cenário eleitoral. Apesar da confirmação do período de saída, Haddad destacou que ainda não há uma decisão fechada sobre qual papel pretende assumir nos próximos meses.

Segundo o ministro, a conversa sobre sua saída já foi feita com o presidente Lula, mas a definição da data exata e da substituição no comando da Fazenda caberá ao chefe do Executivo. Haddad evitou tratar de nomes e reforçou que a transição será conduzida com cautela para preservar a estabilidade econômica.

Nos bastidores, a saída é interpretada como um movimento estratégico diante da proximidade do calendário eleitoral. A legislação exige que ocupantes de cargos no Executivo deixem suas funções dentro de prazos específicos caso pretendam disputar eleições ou atuar diretamente em campanhas, o que amplia as especulações sobre uma possível candidatura de Haddad em 2026.

Embora seja citado como potencial candidato ao Governo de São Paulo ou ao Senado, Haddad afirmou que ainda avalia as possibilidades e que qualquer decisão será tomada em conjunto com o Partido dos Trabalhadores e o presidente Lula.

A mudança no comando do Ministério da Fazenda ocorre em um momento sensível para o governo, que busca manter o equilíbrio fiscal e a confiança do mercado. Com a saída de Haddad, Lula deverá anunciar um novo nome para dar continuidade à política econômica e à articulação política do Planalto no período pré-eleitoral.

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