
Em 2025, o Brasil enfrentou um cenário alarmante em relação à violência contra as mulheres. Dados oficiais do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) mostram que foram registrados 1.470 casos de feminicídio no país entre janeiro e dezembro de 2025, superando os 1.464 ocorridos em 2024 — até então o maior número desde o início da série histórica em 2015. Essa média representa quatro mulheres mortas por dia pelo fato de serem mulheres em 2025.
No Estado de São Paulo, os registros oficiais também apontam para um recorde histórico de feminicídios em 2025, com 266 ocorrências, o que representa um aumento de cerca de 8,1% em relação ao ano anterior. Na capital paulista, o crescimento foi ainda maior, com um salto de mais de 18% nos casos registrados.
Outros estados também compõem esse quadro preocupante. Em Rondônia, por exemplo, foram confirmados 25 casos de feminicídio em 2025, colocando o estado entre aqueles com as maiores taxas proporcionais do país, mesmo com números absolutos menores.
A situação torna-se ainda mais complexa quando considerado o longo prazo: apesar da Lei do Feminicídio completar dez anos em 2025, estudos que analisam dados das últimas décadas mostram que, desde a tipificação do crime em 2015, houve um aumento acumulado expressivo nos registros de homicídios de mulheres em razão de gênero, evidenciando falhas persistentes no enfrentamento estrutural dessa violência.






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