A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6), a terceira fase da Operação Short Code, que investiga ataques virtuais direcionados à diretoria da cooperativa de saúde Unimed Cuiabá. Foram cumpridas quatro medidas cautelares autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 da Comarca da capital. 

A apuração é conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) e envolve suspeitas de crimes como calúnia, difamação, injúria qualificada, uso de identidade falsa e associação criminosa, supostamente cometidos contra a instituição e seus dirigentes. 

Os mandados são executados em Cuiabá e também nas cidades goianas de Aparecida de Goiânia e Morrinhos, com apoio da Polícia Civil de Goiás. Entre as determinações judiciais estão a proibição de qualquer contato dos investigados com as vítimas e a desativação de sites e perfis usados para espalhar os ataques, sob pena de multa diária. Além disso, os suspeitos não poderão publicar ou reativar conteúdos relacionados à cooperativa ou aos diretores. 

Segundo a Polícia Civil, esta etapa marca o encerramento das investigações sobre os ataques. Os interrogatórios restantes devem ocorrer nos próximos dias, antes do envio do relatório final ao Ministério Público, que avaliará eventual denúncia criminal. 

As apurações começaram em 2024, após a identificação de um site falso que divulgava informações inverídicas contra a cooperativa. Os investigadores apontaram a existência de uma rede organizada responsável por disparos em massa de mensagens SMS e pela manutenção de perfis em redes sociais para ampliar as ofensas. 

Na primeira fase da operação, realizada em junho de 2025, foram cumpridas seis ordens judiciais contra o grupo suspeito de integrar uma rede de desinformação ligada à antiga gestão da cooperativa. Já na segunda etapa, em setembro do mesmo ano, a Justiça determinou o bloqueio nacional de um site e proibiu a criação de novas páginas destinadas à continuidade dos ataques.  

Deixe um comentário

Tendência