O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já liberou cerca de R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares até a primeira semana de fevereiro, valor considerado o maior já registrado para esse período desde o início da série histórica, em 2016. 

O montante supera mais que o dobro do liberado no mesmo intervalo do ano passado, quando cerca de R$ 634 milhões foram pagos números atualizados pela inflação. 

A liberação ocorre em um ano de eleições e faz parte de um compromisso do Planalto de acelerar o pagamento de recursos indicados por deputados e senadores.  Integrantes do governo afirmam que a medida também está ligada a um esforço para estreitar a relação com o Congresso Nacional, após atritos políticos recentes. 

Os dados foram levantados a partir do painel Siga Brasil, do Senado, e consideram valores pagos entre 1º de janeiro e 6 de fevereiro.  Todo o dinheiro liberado corresponde a indicações feitas em anos anteriores que ainda estavam pendentes de pagamento. 

Especialistas e analistas costumam observar com atenção movimentos financeiros dessa magnitude em períodos pré-eleitorais, já que as emendas são verbas públicas destinadas a projetos apontados por parlamentares e frequentemente influenciam a articulação política em Brasília.

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