O produtor rural Antônio Galvan anunciou sua desfiliação do Democracia Cristã em meio a desacordos sobre os rumos da sigla, mas fez questão de reafirmar que seu projeto político segue intacto: disputar uma vaga no Senado.

A saída ocorre após um período de desgaste interno. Galvan avaliou que decisões estratégicas tomadas pela direção partidária acabaram comprometendo o crescimento da legenda e reduziram sua competitividade no cenário eleitoral. Em tom crítico, classificou a condução do partido como um “tiro no pé”, ao entender que faltou visão para fortalecer o grupo no momento em que alianças e planejamento se tornam decisivos.

Mesmo diante do rompimento, o líder rural demonstra confiança no próprio capital político e já trabalha para construir uma nova base partidária. A estratégia passa pela abertura de diálogo com outras siglas e pela formação de alianças que garantam sustentação à pré-candidatura.

O movimento é visto nos bastidores como um reposicionamento calculado — mais do que uma simples troca de partido, trata-se de uma tentativa de chegar à disputa majoritária com maior autonomia, estrutura e viabilidade eleitoral. A decisão também sinaliza que Galvan pretende manter protagonismo no debate político estadual, mirando uma campanha competitiva na corrida ao Senado.

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