
A Câmara Municipal de Cuiabá deu um passo decisivo nesta sexta-feira (13) ao intensificar as ações no caso que investiga um suposto episódio de assédio envolvendo um ex-secretário municipal. A Comissão Especial criada para acompanhar o caso protocolou um pedido formal na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá solicitando participação direta nas investigações — um movimento que sinaliza a seriedade com que o Legislativo pretende tratar a denúncia.

Presidida pela vereadora Dra. Mara, a comissão conta ainda com as parlamentares Michelly Alencar e Maria Avalone. O grupo foi aprovado em plenário com ampla maioria: 22 votos favoráveis, refletindo a pressão por respostas rápidas diante da gravidade do caso.
Ao protocolar o pedido, Dra. Mara destacou que a iniciativa marca apenas o começo de uma atuação firme contra o assédio.
“Vamos transformar esse trabalho em um grande marco de combate ao assédio sexual. Este é só o primeiro passo. Estamos solicitando o acompanhamento de todas as oitivas e de cada ato da Polícia Civil. Agimos com rapidez, ainda antes do Carnaval, e na próxima quinta-feira (19) daremos início efetivo aos trabalhos da comissão”, afirmou.
Para Michelly Alencar, a criação da comissão representa uma resposta responsável do Parlamento. Segundo ela, o objetivo é garantir uma apuração dentro da legalidade e evitar qualquer tipo de exposição desnecessária da suposta vítima.
“Este é um dia muito importante. A Câmara precisava agir, mas agir com cautela e dentro dos ritos legais. Não podemos revitimizar quem denunciou. Por isso, a Comissão Especial de Acompanhamento é o caminho mais adequado, e nossa primeira ação foi estar aqui na delegacia”, pontuou.
Maria Avalone reforçou que a presença da Comissão Permanente da Mulher no processo é fundamental para assegurar transparência e seriedade. “Não poderia deixar de participar. Estamos aqui para solicitar o acompanhamento e garantir que tudo seja conduzido com responsabilidade”, declarou.
A presidente do Legislativo cuiabano, Paula Calil, também enfatizou o compromisso institucional da Casa.
“Estamos dando todo o suporte para que a comissão cumpra seu papel. Queremos respostas, queremos esclarecimentos. Casos como esse não podem ocorrer nem no setor público nem no privado. É nosso dever acompanhar, apurar e falar sobre o assunto”, destacou.
A delegada Judá Maali confirmou o recebimento do documento e informou que o pedido já está sob análise.
“A Polícia Civil recebeu o requerimento solicitando informações sobre o boletim de ocorrência e o procedimento instaurado. A solicitação está sendo analisada e a resposta será encaminhada nos próximos dias”, afirmou.
Com a comissão oficialmente em campo, a expectativa agora gira em torno dos próximos desdobramentos. O caso passa a ser acompanhado de perto pelo Legislativo, aumentando a pressão por uma investigação rápida e transparente — enquanto a sociedade aguarda respostas.






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