
Em meio à densa leitura de votos sobre o caso do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, um episódio de inesperada descontração marcou a sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. O ministro Alexandre de Moraes, ao ser interrompido por um problema nos slides que guiavam sua exposição, optou pela ironia para lidar com o imprevisto.
“Querem me derrubar”
Ao perceber que a tecnologia havia falhado, Moraes não hesitou em brincar com o histórico de tensões que o cercam na Corte. “Querem me derrubar faz tempo”, afirmou o ministro, provocando risos imediatos. O magistrado não escondeu o divertimento com a própria fala: sorriu abertamente e deu gargalhadas enquanto a equipe técnica tentava restabelecer o sistema.
Dando continuidade ao tom jocoso e em tom de cobrança bem-humorada com os auxiliares, Moraes completou dizendo que “cabeças vão rolar” devido ao erro técnico. A cena chamou a atenção por ocorrer em um dos julgamentos mais sensíveis e simbólicos da história recente do país, envolvendo um crime de repercussão internacional.
Entre a Ironia e o Rito
Apesar da quebra de protocolo e do clima de leveza momentânea, o episódio foi breve. Logo após as risadas, o ministro retomou a compostura e deu sequência à leitura detalhada de seu voto, reconduzindo a sessão ao tom de sobriedade que o tema exige.
O momento, embora técnico, acabou por evidenciar a personalidade de Moraes diante das pressões e falhas do cotidiano no Judiciário, transformando um erro de suporte em um raro instante de humor no plenário.
Veja o vídeo





Deixe um comentário