
Parlamentares da oposição na Câmara dos Deputados protocolaram, nesta quarta-feira (25), junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), um pedido coletivo de impeachment contra 16 ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entre eles integrantes de pastas estratégicas como Saúde, Fazenda, Agricultura e Educação.
A iniciativa foi liderada pela deputada federal Carol de Toni (PL-SC) e recebeu o apelido de “impeachmaço” pelos oposicionistas — uma referência ao grande número de ministros listados no pedido.
Segundo os parlamentares, os pedidos de impeachment têm como base 54 requerimentos de informação enviados ao governo federal entre 2024 e 2025 que, segundo eles, não foram respondidos dentro do prazo legal de 30 dias previsto na Constituição Federal. Na avaliação dos oposicionistas, a omissão caracteriza crime de responsabilidade por parte das altas autoridades.
Entre os ministros mencionados pelos oposicionistas estão:
Carlos Fávaro, da Agricultura e Pecuária;
Fernando Haddad, da Fazenda;
Alexandre Padilha, da Saúde;
Camilo Santana, da Educação;
José Múcio, da Defesa;
Esther Dweck, da Gestão e Inovação; e outros integrantes da Esplanada dos Ministérios.
Em pronunciamento antes de seguir ao STF, a deputada Carol de Toni reiterou que “cumprir e fazer cumprir a Constituição é nosso dever funcional” e que a oposição busca responsabilizar os ministros por suposta falta de transparência no uso de recursos públicos e descumprimento de prazos legais de resposta a questionamentos parlamentares”.
Até o momento, nenhum dos ministros citados se pronunciou oficialmente sobre os pedidos de impeachment. O STF ainda não informou se dará sequência formal ao processamento da denúncia





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