
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta quarta-feira a Operação Agro-Fantasma, ação de combate a um esquema de fraudes que teria causado prejuízos superiores a R$ 58 milhões a produtores rurais do estado.
A ofensiva atende a mandados judiciais expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cáceres e integra as estratégias de enfrentamento à criminalidade financeira no agronegócio no âmbito do programa Tolerância Zero do Governo de Mato Grosso.
Durante a operação, as autoridades cumpriram cinco mandados de busca e apreensão, realizaram o bloqueio de contas bancárias e decretaram a indisponibilidade de bens móveis e imóveis dos investigados. As medidas vêm sendo executadas em Cuiabá (MT), Alto Taquari (MT) e Campo Grande (MS).
Golpes estruturados no mercado de grãos
Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Comodoro (MT), o grupo investigado se apresentava como uma empresa agropecuária com reputação sólida no setor e oferecia supostas parcerias comerciais a produtores rurais.
Os responsáveis pela empresa, conforme apurado, convenciam os produtores a permitir o uso do nome de suas propriedades para a realização de compras de grãos a prazo. Esses produtos eram então revendidos à vista para compradores do mercado, enquanto as dívidas contraídas ficavam sob responsabilidade das vítimas — muitas das quais se encontram com prejuízos milionários.
Em um dos casos investigados, uma vítima acumulou mais de R$ 58 milhões em inadimplência decorrente das transações fraudulentas. Além disso, há indícios de crime de fraude fiscal e recebimento indevido de créditos tributários.
Sequestro de bens e investigação de luxo
Como parte das medidas legais, foram sequestrados judicialmente diversos bens atribuídos aos investigados, incluindo uma aeronave avaliada em mais de R$ 5,8 milhões, imóveis em condomínio de alto padrão e veículos importados, como modelos Porsche e Dodge Ram — itens que, segundo a polícia, evidenciam um padrão de vida incompatível com a atividade declarada pela empresa investigada.
A Polícia Civil segue com as diligências para identificar todos os envolvidos, reunir provas e responsabilizar os responsáveis por eventuais crimes de estelionato, associação criminosa e outros delitos correlatos.





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