
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (4) mudanças importantes na política de imigração, voltadas para reforçar o controle sobre a permanência de estrangeiros no país. A principal novidade é a exigência de uma caução de até US$ 15 mil (aproximadamente R$ 82 mil) para solicitantes de vistos temporários, além da criação de um novo modelo de visto com critérios mais rígidos e benefícios ampliados.
A nova regra entra em vigor de forma experimental a partir de 6 de agosto, com duração prevista de 12 meses. A caução será aplicada a estrangeiros que pedirem os vistos B-1 (negócios) e B-2 (turismo, lazer ou tratamentos médicos), com o objetivo de coibir a permanência ilegal após o vencimento do período autorizado.
Além disso, o governo norte-americano apresentou um novo tipo de visto — apelidado de “Gold Card” — que promete substituir o programa EB-5. Segundo o Departamento de Comércio, a iniciativa busca atrair investimentos relevantes para a economia americana, exigindo aportes financeiros e controle rigoroso na análise dos candidatos. Empresas dos EUA também poderão adquirir esse visto para profissionais especializados.
O presidente Donald Trump defendeu a medida como uma forma de modernizar o sistema migratório e reduzir o déficit fiscal. “Queremos garantir que quem entra nos Estados Unidos esteja comprometido com as leis, a economia e o futuro do país”, afirmou.
A proposta, no entanto, já provoca discussões internacionais. Programas semelhantes na Europa foram duramente criticados por questões de segurança e suspeitas de lavagem de dinheiro. Países como Portugal e Reino Unido encerraram ou restringiram suas versões após recomendações da Comissão Europeia.
Mesmo com as controvérsias, as novas medidas demonstram um reposicionamento da política migratória dos EUA: mais rigor para visitantes temporários e critérios mais seletivos para entrada no país.






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