
Na última segunda-feira, 8 de setembro de 2025, o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) enfrentou forte repercussão ao aparecer em uma foto ao lado de Alessandra Moja Cunha, apontada pelo Ministério Público como chefe de um esquema criminoso do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Favela do Moinho, em São Paulo .

A imagem foi registrada no dia 26 de julho, durante visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à comunidade. Na ocasião, Lula lançou um programa habitacional, acompanhado não apenas por Boulos, mas também por Alessandra e sua filha, Yasmin Moja, que se apresentavam como lideranças comunitárias .
Esta não é a primeira vez que o parlamentar aparece em registros com figuras controversas. Em 2023, foi fotografado ao lado de Luciane Farias, conhecida como “Dama do Tráfico” no Amazonas, figura ligada ao Comando Vermelho. Embora Boulos tenha justificado o encontro como um café informal motivado por denúncias a ele apresentadas sobre presídios, o episódio já gerou críticas e desconforto .
Do lado conservador, a repercussão foi imediata. O vereador Rubinho Nunes (União Brasil) expressou ceticismo em suas redes sociais:
“Nossa, estou surpreso… Boulos novamente com mulher líder do tráfico. Realmente, o mundo é cheio de ‘surpresas’.”
Esse registro reacende questionamentos sobre o que muitos consideram como falta de critérios no círculo político de Boulos, podendo comprometer sua credibilidade perante eleitores conservadores que valorizam clareza de princípios, segurança pública e identidade política distinta de grupos ligados ao crime organizado.
Para o eleitor de direita, esse episódio reforça a percepção de que a esquerda, ou figuras do PSOL, adotam uma postura de ecumenismo político que dilui valores fundamentais. A proximidade com lideranças sob suspeita pode ser interpretada como conivência ou, no mínimo, descuido ético-grande demais para passar despercebido.






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