
A Polícia Militar de Mato Grosso foi sacudida nesta terça-feira (9) com a prisão do tenente-coronel Alexandre José Dall Acqua, ex-comandante da PM em Juína, acusado de crimes sexuais contra uma estagiária e outras duas mulheres. O caso expôs a corporação a uma das maiores crises de credibilidade dos últimos anos.
As investigações apontam que o oficial teria estuprado uma estagiária durante uma solenidade de passagem de comando, em abril deste ano. Relatos ainda dão conta de outras tentativas de estupro e episódios de assédio sexual envolvendo duas mulheres em diferentes ocasiões, inclusive na cidade de Aripuanã.
A denúncia partiu de dentro: a própria vítima registrou o caso no sistema “Fala Cidadão”, plataforma da Corregedoria da PM, desencadeando um inquérito militar que passou a correr sob sigilo.
Exoneração após escândalo
No início de agosto, após uma das vítimas ser ouvida, a Corregedoria afastou e exonerou Dall Acqua do comando em Juína. O ato foi assinado pelo corregedor-geral da PM, coronel Noelson Carlos Silva Dias, em meio à pressão crescente para dar respostas à sociedade.
PM se pronuncia e mobiliza apoio
Em nota oficial, a Polícia Militar afirmou que não compactua com condutas criminosas dentro da corporação e que “todos os fatos serão rigorosamente apurados”. Uma equipe da Patrulha Maria da Penha foi deslocada de Cuiabá para dar suporte psicológico e emocional às vítimas e familiares.
Defesa rebate acusações
A defesa do oficial nega todas as acusações e classifica os relatos como “narrativas sem provas”, ressaltando que o tenente-coronel está “sereno e convicto de sua inocência”.
Escândalo em andamento
O caso tem gerado forte repercussão no meio político e jurídico, colocando em xeque a imagem da corporação. O processo segue em sigilo, mas novas revelações podem emergir nos próximos dias.






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