
Brasília, 11 de setembro de 2025 — O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão, em uma decisão histórica que já é apontada por críticos como um dos maiores “absurdos jurídicos” da história recente do Brasil. A Primeira Turma da Corte formou maioria de quatro votos a um pela condenação, atribuindo a ele crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada e dano qualificado.
Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar desde agosto, nega todas as acusações e afirma ser vítima de perseguição política. Para apoiadores e juristas alinhados à direita, a condenação é vista como uma decisão que extrapola os limites da legalidade, baseada em interpretações amplas de discursos, reuniões e atos de seus aliados, sem que se prove uma ordem direta do ex-presidente para a prática de crimes.
Segundo eles, o STF estaria utilizando o processo como arma política para retirar Bolsonaro do cenário eleitoral, já que a decisão o torna inelegível e abre caminho para sua prisão definitiva após esgotados os recursos.
Apesar das críticas, a Corte sustenta que há provas robustas de que Bolsonaro articulou, direta ou indiretamente, ações contra a democracia, culminando nos ataques de 8 de janeiro de 2023. Ministros como Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia defenderam que a pena é necessária para proteger o Estado Democrático de Direito.
A defesa do ex-presidente já prepara recursos e promete levar o caso até as últimas instâncias, apontando que a decisão representa um precedente perigoso para a liberdade de expressão e para a segurança jurídica no país.
Enquanto isso, a condenação amplia a polarização política e reforça a narrativa de que o Judiciário passou a atuar como protagonista no jogo político brasileiro.






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