
Nesta segunda-feira (23), os restos mortais dos cinco integrantes da banda Mamonas Assassinas — Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli — começam a ser exumados no Cemitério Primaveras, em Guarulhos (SP), quase 30 anos depois do trágico acidente aéreo que matou o grupo no auge do sucesso, em 1996.
A decisão foi tomada em comum acordo pelas famílias dos músicos e publicada pelos responsáveis pelo cemitério e pela própria banda nas redes sociais. A exumação não tem caráter forense — mas sim simbólico e cerimonial.
O motivo principal é transformar os corpos em cremação e utilizar parte das cinzas no plantio de árvores no local onde os músicos estão sepultados. Essa ação faz parte da criação de um espaço de homenagem permanente, batizado de Jardim BioParque Memorial Mamonas.
O projeto prevê que cinco árvores nativas sejam plantadas com adubo oriundo das cinzas dos integrantes — cada uma representando um membro do grupo. A ideia é simbolizar renovação, continuidade da vida e legado deixado pelos músicos que marcaram a cena musical brasileira nos anos 1990 com seu humor irreverente e músicas como Pelados em Santos e Brasília Amarela.
Segundo familiares, o memorial será um local de encontro para fãs e para a própria comunidade, ligando a lembrança afetiva dos artistas à preservação ambiental, em um gesto que transcende o luto e celebra a memória da banda que conquistou o país.






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